segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

21 gramas

Desde o primeiro livro artesanal até aqui muitos meses e muitas trocas. Muitas palavras para validar esta iniciativa. Escrevi muitas poesias nestes últimos anos. Via uma enxurrada de versos que não encontravam um lugar para fixar morada. Para o poema, o livro é sua casa. Foi isto que me levou a criar este projeto 21 gramas. Falta pouco para colocar os poemas todos para dormir. Ter onde descansar. Não ficar flanando entre gavetas e mãos. Não viver o abandono.
O título 21 gramas para os meus livros artesanais, era, no príncipio, uma relação com algo que ouvi no filme 21 gramas - 21 gramas é o peso da alma. E o que são meus poemas além da minha própria alma transmigrada? Em algum lugar li que 21 gramas é o peso de um beija-flor. Estas similaridades ternas eram apenas o pano de fundo para dar nome ao meu projeto. Agora, percebo que 21 gramas é o número de edições que posso imprimir para coroar o meu projeto com esta verdade - Escrevi muitas poesias.
Alguns poemas meus, não estão nos livros artesanais. Alguns que estão em antologias e em livros impressos de forma tradicional. Importa que os poemas que escrevi, os que eu quero registrar, estarão todos impressos quando eu concluir os 21 livros do Projeto 21 gramas.
No princípio era o meu desejo de ter um arquivo, este inventário poético. Ao dividir com meus leitores, acabou por se transformar em edições. Parei de contabilizar os livros quando cheguei ao número trezentos. Uma maratona de imprimir e montar livros. Uma aventura poética que vai seguindo, como um trem suavemente entre as montanhas...


Inventário Poético by Bárbara Lia
Relação dos títulos dos livros artesanais que integram o projeto 21 gramas:


1. À sombra de um rio
27 páginas
capa – Felipe Stefani - desenho da ponte belga - Morretes (PR)



2. Adamare
29 páginas
capa - Bárbara Lia - desenho de um casal medieval diante do mar



3. Até secar o sol
31 páginas - poesia erótica
capa - Toulouse Lautrec



4. Barco de Lia no rio de Cora
17 páginas - seleção de poesias do livro Noir (esgotado)
capa - desenho de Ane Fiuza



5. Brincando nos campos do amor
26 páginas
capa - http://penelopeillustration.com/shop/



6. Cantata Fugace
21 páginas - seleção de poesias traduzidas para o espanhol



7. Chá para as borboletas
26 páginas
capa - desenho de Ane Fiuza



8. Cigarras no apocalipse
33 páginas
capa - tela do pintor Rogério Teruz (RJ)



9. Deus no orvalho
18 páginas - poemas borgianos
capa - Jan Saudek



10. Entre ogivas e axés
21 páginas - frases poéticas



11. Nebulosas no quintal
26 páginas - poemas estelares
capa: PIA09579: A Galáxia M81 – imagem NASA – Hubble



12. NooN
27 páginas
capa: Foto de Mel Bandeira (Zakhintos - Grécia)



13. Nyx Nua
30 páginas
capa: Edgar Degas - Bather Drying Herself or After the Bath, c. 189517. Percepções



14. O Fim do Futuro
21páginas - sonetos



15. O rasurado azul de Paris
19 páginas - poemas para Rimbaud
capa - desenho Rimbaud by Picasso



16. O sorriso de Leonardo (em segunda edição)
16 páginas - 10 poesias do livro publicado em 2004
capa - desenho de Leonardo Da Vinci


17. Para Camille, com uma flor de pedra
25 páginas - poemas para Camille Claudel - apresentação Kátia Torres
capa - Brenda Santos



18. Percepções
20 páginas - prosa poética
ilustrações - Ane Fiuza



19. Réquiem
28 páginas
capa - fotografia de Isaias Faria



20. Recuerdos de la casa azul
21 páginas - escritos para Frida Kahlo



21. Uma lua em teu ventre
34 páginas - edição em português / espanhol do meu poema mais longo
capa - tela de Pierre Lussuier - une lune croissait en ton ventre







***




em tempo:




- os livros - cantata fugace - entre ogivas e axés - o fim do futuro - recuerdos de la casa azul - ainda em fase de montagem e edição das capas.


- além de toda poesia e prosa poética, imprimi o texto para Teatro - O lugar do Segredo (2009), na capa a ilustração é uma tela de Ana Luisa Kaminski. Bem como o livro - O que Van Gogh uniu - minha correspondência com a atriz e bailarina Ia Santanché, quando da nossa tentativa de uma montagem de um texto sobre Sylvia Plath. Em uma pequena tiragem de 20 exemplares cada - O livro - Poeminhas pueris ao mar - do poeta e compositor Raymundo Rolim. Recentemente o livro de Marcelo Ariel, apresentação de Cláudio Willer - A segunda morte de Herberto Helder.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Até secar o sol - Bárbara Lia (poesia erótica)



Até secar o sol
Bárbara Lia
poemas eróticos
21 gramas/2011



domingo, 27 de novembro de 2011

presenteie poesia


noon                                                                                               o rasurado azul de paris 

chá para as borboletas
barco de lia no rio de cora

Para Camille, com uma flor de pedra



Quem desejar presentear poesia neste Natal, envie um email para encomendar um dos livros artesanais. Os títulos disponíveis são estes acima. Meu email  - barbaralia@gmail.com
Minha Poesia separada em livros que tem entre 20 e 30 páginas. Noon são poemas curtos. O rasurado azul de Paris, poesias para Rimbaud. Barco de Lia no Rio de Cora - 11 poesias do livro Noir. Chá para as borboletas, poemas que falam sobre a infância e Para Camille, com uma flor de pedra, poesias onde tomo a voz de Camille Claudel.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER - MARCELO ARIEL


Ano passado encontrei Marcelo Ariel na Casa das Rosas, eu havia enviado um exemplar artesanal do meu livro - Cigarras no Apocalipse - onde publiquei um poema nosso "A esfinge na névoa". Marcelo disse que mandaria um livro para o projeto - 21 gramas. Nove meses depois nasce esta raridade composta por 2 poemas: Canto 1 e Canto 2, com apresentação do poeta Cláudio Willer e a tessitura de Bárbara Lia.

mais detalhes barbaralia@gmail.com



***

Dois pequenos fragmentos do belo texto de Cláudio Willer para A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER:

"Marcelo Ariel é dos mais inventivos e intelectualmente estimulantes dentre os novos poetas brasileiros. Ainda será feita a interpretação de maior fôlego que sua obra merece. Mas, desde já, cabe observar que, desde Tratado dos anjos afogados, esse “poeta de Cubatão”, “poeta do mangue”, como já foi chamado, mantendo-se fiel à origem, ao mesmo tempo comprova que a criação poética é encontro do particular e do geral; do regional e do universal."


(...)


"Em comum com o extraordinário poeta português, a fusão ou hibridação de objetos e seres vivos, a ruptura de limites das coisas e dos corpos, as imagens luminosas como “osso do oceano”. A segunda morte de Herberto Helder, mais que etapa, é prosseguimento do mesmo registro de encontros com a “poderosa presença entrando / pela porta”, metáfora da poesia, e a “beatitude louca / de respirar tudo”, metáfora da inspiração poética."


***
Registro as palavras do Marcelo sobre o fazer artesanal, este é o pensamento que nos assola quando nos atiramos em um projeto solo, incendiados de Poesia. Um belo livro que enriquece o meu projeto levado adiante nas asas de Pégasus. Evoé!!
"Tudo isso me lembra o movimento de poesia independente encabeçado por Cacaso, Ana C. e Armando Freitas Filho nos anos 70. Um Viva para Nós ! Se pensarmos em William Blake, na editora de Miss Woolf, na Editora Sabiá ( de Fernando Sabino) enfim as editoras de verdade são as artesanais, a coisa se profissionalizou ate a desfiguração."

domingo, 31 de julho de 2011

21 gramas

Projeto 21 gramas




POESIA - títulos dos livros de Bárbara Lia, confeccionados
de forma artesanal:


À sombra de um rio
Adamare
Barco de Lia no Rio de Cora
Chá para as borboletas
Cigarras no Apocalipse
Noon
Nebulosas no quintal
Nyx Nua
O rasurado azul de Paris
O sorriso de Leonardo
Para Camille com uma flor de pedra
Réquiem
Uma lua em teu ventre
***



**


**BREVE NOVIDADES NO PROJETO 21 GRAMAS**


quarta-feira, 23 de março de 2011

fotos de Kátia Torres Negrisoli




Kátia Torres, professora e poeta de Adamantina, realizou um ensaio fotográfico com os meus livros artesanais. Muito obrigada, Kátia.

sábado, 12 de março de 2011

Em homenagem a Assaí - Ouro Branco de Algodão Antigo



Para Camille, com uma flor de pedra



Bárbara Lia /2010


Assaí - Aurora de Algodão - Nasci em uma cidade conhecida pelo Ouro Branco, velhos tempos quando cultivavam algodão e eu ouvia meus familiares comentando sobre Assaí. Teci livros brancos. A delicadeza da flor desenhada pela Ane Fiúza se perde no branco. O branco fio e a branca página que hipnotiza e assusta quem escreve.
Inverno branco que se anuncia em auroras de algodão, livros brancos feitos à mão.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Artesanais


Sigo a confeccionar os artesanais com meus poemas - qualquer informação meu email - barbaralia@gmail.com

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Uma lua em teu ventre - ed. 21 gramas

Foto Ana Mestre - Portugal




As mãos paternas
elevam-me diante
da luneta que lembra
fuzil hasteadoe entre a eternidade
e a terra
pernas magras
balançam, nadam no ar
dos segredos
Flutuam entre Deus
e o nada
Somos o nada
A lua flutua
azul e enfeitiçada
fluorescente
náutica e errante
diante dos meus nove anos
Expectadora do impossível
um astro vergado
em minha íris
e a solidão desmascarada

Bárbara Lia
Uma lua em teu ventre
ed.21 gramas-ônix & cereja

sábado, 17 de julho de 2010

Coreógrafa do Caos

Ônix & Cereja


- À sombra de um rio (o livro do amor)


- Coreografia do Caos (prosa poética)

- Nebulosas no Quintal (poemas estelares)


- Réquiem (o livro da lágrima)

- Uma Lua em teu Ventre (poema-epopéia)
 

 


 
Réquiem
poesias Bárbara Lia
21 gramas/2010

imagem da capa - Isaias de Faria

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para Camille com uma flor de pedra




Para Camille com uma flor de pedra
Bárbara Lia
29 p.




- Poesias inspiradas na vida e obra de Camille Claudel

terça-feira, 4 de maio de 2010

O rasurado azul de Paris

O Rasurado Azul de Paris
Bárbara Lia
22p.
Capa - Catedral de Rouen (Monet)

- Um canto a Rimbaud -





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nyx Nua



Nyx Nua
Poesias
Bárbara Lia
Ed. 21 gramas
35  p.
Capa - Edgar Degas:
Bather Drying Herself or After the Bath, c. 1895


Nyx Nua é o livro do desejo - Poesias com a temática da paixão -

domingo, 2 de maio de 2010

Noon

Noon 
Bárbara Lia 
Poesias
edições 21 gramas
25p.

A capa de Noon é uma foto de Mel Bandeira (Zakhintos - Grécia) Mel é casada com meu sobrinho Flávio  - Eles vivem em Londres. Quando vi esta foto sonhei um livro com esta capa. Noon não tem - um tema - como os demais livros, ele traz os poemas curtos. Uma seleção que resvala no inacessível, o que não podemos conter - o tempo, um amor...

sábado, 1 de maio de 2010

Cigarras no Apocalipse


Cigarras no Apocalipse



Poesias


Bárbara Lia


30 p.


Capa - Tela de Rogério Teruz




Cigarras no Apocalipse narra o espanto diante da degradação da natureza/homem - é um livro de desencanto. A poesia título publicada aqui - portal cronópios - algumas inéditas e a poesia - Um poeta em carne viva - escrevi em Sampa em março de 2009 ao constatar que as pessoas sempre estranham os poetas em carne viva.
...




A mensagem que chega agora do Rogério Teruz exatamento no dia que coloco - Cigarras no Apocalipse aqui na página  - é mais um sopro de incentivo e paz, de que é preciso criar - não apenas a poesia - mas, a forma da poesia sair pelo mundo, adentrar as casas, ser guardada com o carinho que a Kátia Torres diz, a forma como os livros são recebidos trazem esta felicidade, que compartilho.








...
Querida Bárbara Lia.




Acabei de receber seu livro.



Só tive tempo, por enquanto, de dar uma lida rápida,



mas o que você escreve é para ser lido com calma



e profundamente.



Esteticamente ficou ótimo, o que mostra que se pode



fazer algo alternativo, criativo e de bom gosto.



Sinto-me honrado e feliz por participar dele.



Beijos,



Rogerio
...


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Chá para as borboletas

Chá para as borboletas
Poesias
Bárbara Lia
29 p.
Capa - Desenho de Ane Fiúza


Chá para as borboletas reúne poesias que falam da infância, incluindo o poema título - título também do blog que mantenho - A poesia "Os meninos e eu" - premiada no Conc. Nacional de Poesias Helena Kolody e o poema que narra a origem do meu nome "Toquei seu berço silencioso. A poesia que evoca o lugar onde cresci - Peabiru... entre outros inéditos e dispersos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Adamare

ADAMARE
Bárbara Lia
Poesias
32p
Imagem da capa – Leonardo Da Vinci - Study of a Woman, c. 1490


...
Adamare - um dos sete livros da coleção - Ouro & Céu - Durante a Festa Literária de Porto Alegre os livros despertaram a atenção para esta delicadeza de fios tecidos junto com a poesia. Apresentarei um a um e até o final de maio quero compor a - segunda etapa - do projeto 21 gramas.
Os livros podem ser encomendados através do email edicoes21gramas@gmail.com ou do meu email pessoal barbaralia@gmail.com
Adamare abarca a poesia mais lírica, que foca temas mais antigos, considerando que esta poesia nasceu durante a leitura de um livro que falava dos hereges da Idade Média. Escrevi - Adamare e Olhos de Madeira e agreguei poemas que falam deste - Antigo - não menos poético, como as Lupercais e o amado Beethoven.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ônix & Cereja - Coleção 21 gramas - segunda etapa






Ônix & Cereja                  

- À sombra de um rio (o livro do amor)
- Como eu vim parar aqui? (prosa poética)
- Coreografia do Caos (prosa poética)
- Nebulosas no Quintal  (poemas estelares)
- O Lugar do Segredo (peça de teatro)
- Réquiem (o livro da lágrima)      
- Uma Lua em teu Ventre (poema-epopéia)



...

Até o final de maio vou concluir a seleção das poesias e dos textos que compõem  Ônix & Cereja - a primeira - Ouro & Céu - trouxe a alegria da partilha, este inventário poético nada mais é que a partilha com aqueles que gostam dos meus escritos. O lugar do segredo - peça de teatro - escrita durante oficina so Roberto Alvim -

Capa do livro - O lugar do segredo - Tela da artista plástica catarinense - Ana Luisa Kaminski. http://ancoraseasas.blogspot.com/

As parcerias prosseguem - Com os poetas Felipe Stefani e Isaias Faria - com desenho e fotografias e estas trocas que fazem a vida mais leve, que ajudam a esquecer as intempéries e quando a gente mergulha no nosso caminho com raça, as coisas acontecem...


sábado, 10 de abril de 2010

Visual novo para o livro NooN


Poetas gozam
Cenas açucenas
Lençol de Kandinski
Que cobre
O sangue coagulado
Da humanidade ferida
A esconder a realidade
Que rasga suas almas
De madressilvas

Bárbara Lia - NOON

ed.21gramas/2010


capa - foto de Mel Bandeira

segunda-feira, 29 de março de 2010

Rimbaud!


A vela acesa, o estábulo, o feno
O vento rutilante lá fora
Uma estação no inferno
Um grito dentro
Que ainda espanta
Em todas as catedrais
As pombas brancas

_O rasurado azul de Paris

Bárbara Lia

sábado, 20 de março de 2010

Réquiem




Abstrata



O caminho abstrato
leva
às verdadeiras
paisagens

Há quem vá a Roma,
sem ver Roma
Há quem vá ao amor
sem enxergar o amor

Há quem venha a mim
sem ver a mulher inteira
e codificam os gestos
e atiram ao vento meu nome

Nunca me viram no real
espelho
além da carne dos olhos

E eu não tenho a chave
que abre as portas
da minha alma.

Bárbara Lia



-reunindo poesias para a próxima coleção - Ônix & Cereja - capa -foto do poeta Isaias de Faria - Réquiem - vai reunir poesias de dor e mágoa incluindo o longo poema - Réquiem - publicado na Revista - Ontem Choveu no Futuro - n° nada, editada pelo poeta Douglas Diegues e pela jornalista Cristina Livramento.

quarta-feira, 17 de março de 2010

o livro da desolação


Cigarras no apocalipse reúne poesias que falam da degradação do homem/natureza. Em um primeiro momento coloquei uma imagem de Salvador Dali na capa. Depois fiquei pensando se a obra de Dali já caiu em domínio público, procurava uma imagem que espelhasse as poesias, lembrei Rogério Teruz e no carinho que ele concedeu enviando e autorizando que eu publicasse esta imagem em um livro de poesias que mandei para um concurso de Minas, e não fui premiada. Resgatei LIFE - esta imagem que diz tudo - como estamos respeitando a VIDA?

Os outros livros tem telas dos pintores antigos - Leonardo Da Vinci (Adamare) Edgar Degas (Nyx Nua) Monet (O rasurado azul de Paris) Uma escultura com o rosto de Camille feito por Rodin, etc... Tem um desenho da minha amiga Ane Fiúza que foi feito especialmente para a cena - Chá para as borboletas. Tem um livro sem imagem na capa, apenas com o título -  NOON. O que posso dizer é que está sendo uma delícia e uma poesia montar os livros de poesias.
A próxima série vai ter o restante das poesias, a prosa poética e uma peça de teatro. A série vai ser - Ônix & Cereja, pretendo selecionar e montar os livros para o próximo semestre. Sete livros  - e as capas vão ter imagens de Ana Luisa Kaminski, Felipe Stefani, uma foto de Isaias de Faria, fotos da NASA, enfim, esta é a parte essencial - buscar imagens que casem com os textos... Ontem comentei isto com Marilda Confortin, quando fui levar os livros para ela e quando fomos tomar um café, ela também pratica esta terapia da busca e esta aventura que é construir livros, vídeos, etc.
 
- página do Rogério Teruz:

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ouro & Céu


fotos by Kátia Torres

Os livros artesanais foram bem recebidos e todos notaram a fragilidade da publicação. É livro para quem nutre carinho pelos meus versos, pra guardar em espaço separado na estante. Frágil e Delicado. O Projeto 21 gramas vai no ritmo da poesia - uma viela onde poucos trafegam e onde a gente vai se encantando com a palavra e tentando perpetuar em livros, quem gosta de livro, como eu gosto. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Inventário Poético

Fotos enviadas pela Kátia Torres Negrisoli
- Nyx Nua, Chá para as Borboletas e a Kátia -


Foto by Bárbara Lia

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Há algum tempo, dois anos talvez, tive vontade de reunir minhas poesias. Pensei em 21 livros com 21 poesias cada, considerando que escrevi muitos poemas pela vida. Guardei este desejo. Ano passado mergulhei na obra de Emily Dickinson. Ela fazia exatamente aquilo que eu imaginei. Reunia seus poemas em livros, que naquele tempo eles chamavam de -fascicles.
Reuni os 7 primeiros títulos - Adamare - Chá para as borboletas - Cigarras no apocalipse - Noon - Nyx Nua - O rasurado azul de Paris - Para Camille com uma flor de pedra.

CIGARRAS NO APOCALIPSE (O livro da desolação)







Quando o poema emerge
Estridente
Emudece o verão
Escurece a primavera
Incendeia o outono


Poetas são cigarras
No apocalipse
Sempiterno som
Canto que incomoda




Sacode as esfinges
As filosofias vãs
Canto ecoa
Em muralhas pagãs
Invade corredores
Cola ao som o hortelã
Das festas de antes
Arranca lágrima cinza
No silêncio laranja
De Guantánamo



O som ardido trinca o sol
Escorre gema zelosa
Na chaga das crianças
Da África inteira
Canta a primavera afogada
Da vida ceifada.



A cigarra segue
No apocalipse sem volta
Anoitece areias de Fallujah
Todas as ruas da Faixa de Gaza



Cigarras no apocalipse
São poetas em desalinho
Gestados no ventre escuro
Ninfas subterrâneas
Emergem em canto e vôo
Ao som da trombeta
De um anjo sem olhos.

Bárbara Lia - Cigarras no Apocalipse - ed. 21gramas/2010